Para nós da Kinross, atuar de forma segura e responsável é um valor e uma diretriz. Seguimos comprometidos em gerenciar adequadamente nossos impactos socioambientais, com foco no respeito ao meio ambiente, à segurança e às pessoas. Sabemos que as questões relacionadas ao arsênio geram dúvidas e, por isso, reunimos aqui as principais informações sobre o tema.
Estamos certos de que disponibilizar informações verdadeiras, baseadas em estudos qualificados, é o primeiro passo para construirmos credibilidade e confiança mútua. Escolhemos sempre fortalecer relacionamentos baseados em diálogo e respeito.
Saiba mais sobre o Arsênio

O que é o arsênio e por que ele está presente em Paracatu?
O arsênio é um elemento químico natural, classificado como semimetal. Seu símbolo químico é As e, na natureza, normalmente, ele se encontra sob duas formas químicas diferentes: As3+ e As5+.
O arsênio está amplamente distribuído na crosta terrestre, sendo o 20º elemento mais abundante. Apesar de apresentar concentrações médias relativamente baixas (1 a 2 mg/kg), é importante notar que se trata de um elemento reconhecidamente tóxico para todos os seres vivos. O As raramente é encontrado em forma pura, estando geralmente associado a outros elementos que compõem os minerais, como Arsenopirita, Ouro-Pigmento e Realgar.
Em Paracatu (MG), a Arsenopirita é a responsável pela presença do arsênio. Esse mineral é um sulfeto de arsênio e ferro (AsFeS) e está diretamente associado à ocorrência do ouro, elemento presente no chamado Morro do Ouro, formação geológica da região.
A Arsenopirita é um mineral relativamente estável. O controle e o monitoramento ambiental são fundamentais para garantir que ela continue em equilíbrio.
Presença do arsênio no meio ambiente
O arsênio, em sua forma mais estável, é representado por minerais de coloração cinza prateados presentes nas rochas, nos sedimentos e no ar. A presença em outros meios, como água, solo e alimentos, está associada à perda de estabilidade dos minerais que contém arsênio.
É correto dizer que no Morro do Ouro, além da Arsenopirita, existem outros minerais com capacidade de se associar ao arsênio – especialmente no caso de perda de estabilidade da arsenopirita. Os óxidos e hidróxidos de ferro, manganês e alumínio tendem a capturar o arsênio (As5+) na sua estrutura mineral, o que colabora para a baixa bioacessibilidade e biodisponibilidade do arsênio na região de Paracatu. (Bioacessibilidade = o que pode ser absorvido; Biodisponibilidade = o que de fato é absorvido)
Presença natural do arsênio em Paracatu
A ocorrência natural de arsenopirita nas rochas da região de Paracatu é a principal responsável pela presença de arsênio nas demais matrizes, como solos e águas. Essa é uma característica geológica semelhante a outras áreas de grande riqueza mineral, como o Quadrilátero Ferrífero (Ouro Preto, Mariana, Sabará, Nova Lima etc.). No entanto, é importante ressaltar que a ação antrópica (do ser humano) pode acelerar a migração do arsênio das rochas para os outros compartimentos ambientais (água, ar, solo, sedimento).
A avaliação de risco à saúde, devido à presença de arsênio no meio ambiente, considera a quantidade presente, a forma que o elemento se encontra e a possibilidade de exposição das pessoas por meio da água, do ar, do solo e de alimentos.
Saiba mais em Perguntas Frequentes.
Fique de olho! A Kinross não utiliza arsênio em nenhuma etapa do seu processo produtivo.
O processo de extração do ouro não utiliza arsênio, uma vez que esse elemento já existe naturalmente na rocha que processamos. Para evitar riscos, adotamos controles operacionais que visam minimizar a mobilidade do arsênio. Além disso, acompanhamos continuamente os níveis do elemento no meio ambiente (água, ar, solo e sedimentos).

